1.1 ›

MENSAGEM DO PRESIDENTE

Fazer o balanço do ano que passou é sempre
um bom exercício que todos os gestores devem efetuar, independentemente da dimensão
ou complexidade das suas responsabilidades.

 

Começaria por recordar, a todos os que acompanham a nossa empresa, que um ano sem qualquer falha relevante nos serviços integrados nas concessões nacionais de transporte de energia é um bom ano para a REN.

Todos os nossos colaboradores compreendem bem esta prioridade e têm-na como principal objetivo.

Sob a perspetiva operacional, 2015 foi um período em que correspondemos de forma eficiente e competente a todas as solicitações no domínio da gestão de projetos novos, da manutenção e na resposta a situações de emergência. Na generalidade, e em particular na área da gestão de sistema de gás e eletricidade, cumprimos integralmente as nossas responsabilidades nacionais e internacionais, dentro de padrões de qualidade e eficiência que nos colocam ao nível dos melhores operadores de transmissão em termos internacionais. A REN é reconhecida entre os seus pares pela sua competência, e este ano que passou não foi exceção.

Num ano caraterizado pela escassez de água e vento, o contributo das energias renováveis foi inferior ao de 2014. Como consequência, houve maior recurso a combustíveis fósseis e o consumo de gás natural para produção de eletricidade registou um crescimento de 242%, o que levou a uma maior utilização das nossas infraestruturas de transporte de gás.

Mas a nossa atividade não se resume às operações, e não sendo exaustivo, gostaria de realçar alguns dos eventos mais importantes que, ao longo deste relatório, iremos desenvolver com mais detalhe:

Rating Financeiro – a consistência dos resultados da empresa e a excelência do nosso desempenho foram reconhecidos internacionalmente, fazendo da REN a única empresa portuguesa em 2015 com um rating de investimento, dado pelas três principais agências de notação mundiais (Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch).

Certificação a REN – Rede Eléctrica Nacional, S.A.e a REN – Gasodutos, S.A. foram certificadas pela ERSE, enquanto operador da rede nacional de transporte de eletricidade e operador da rede nacional de transporte de gás natural, em regime de separação completa jurídica e patrimonial (full ownership unbundling).

Projetos PIC aprovados – três projetos de desenvolvimento da Rede de Transporte de Eletricidade e de Gás Natural da REN foram reconfirmados como Projetos de Interesse Comum (PIC) pela Comissão Europeia (CE). Na área do gás natural, o projeto da 3ª Interligação entre Portugal e Espanha, e na área da eletricidade os dois projetos inserem-se nas categorias de desenvolvimento do mercado europeu de energia e integração de energias renováveis. Estes projetos serão desenvolvidos caso venham a obter os pareceres positivos das entidades públicas competentes, necessários ao seu desenvolvimento.

Cavernas de armazenagem de gás natural – com a conclusão da aquisição desta concessão à Galp Energia, a REN passou a deter a totalidade das infraestruturas de armazenamento subterrâneo de gás natural atualmente em exploração em território nacional.

 

Em 2015, o resultado líquido da REN registou um crescimento de cerca de 3% relativamente ao ano anterior. Como fatores relevantes e extraordinários deste exercício, tivemos como contributos positivos a baixa de custos de financiamento e a venda de uma participação financeira na Enagás. De forma negativa, fomos afetados pela manutenção da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE).

Durante este ano, mantivemos o nosso compromisso de apoiar as comunidades locais, tanto ao nível da preservação do ambiente, como ao nível do apoio social, promovendo a inovação e o desenvolvimento, através do trabalho do R&D Nester (parceria para a área de investigação e desenvolvimento entre a REN e o CEPRI do nosso acionista State Grid) e de iniciativas como o Prémio REN, que celebrou 20 anos de existência, e que premeia teses de mestrado na área da energia.

Em 2015 reiterámos o nosso continuado empenho na defesa dos princípios do Global Compact das Nações Unidas.

Promovemos e acreditamos num ambiente de trabalho motivador e desafiante para todos os colaboradores da REN. No quadro da integração e da igualdade de géneros, temos feito, ano após ano, um importante progresso e registamos uma evolução muito positiva.

Agradeço aos nossos colaboradores, ao Conselho de Administração e aos nossos acionistas o permanente apoio e estímulo para continuarmos o nosso trabalho, que é de vital importância para a nossa comunidade.

02 ›

ABORDAGEM

Este relatório agrega a informação necessária para dar resposta aos nossos compromissos e obrigações legais de reporte financeiro, bem como aos nossos compromissos de reporte de sustentabilidade e tem como objetivo fornecer informações transparentes sobre questões económicas, sociais e ambientais identificadas como mais relevantes para a empresa e para as suas partes interessadas, bem como práticas de governança corporativa e ética durante o ano de 2015. Desde a informação relativa a 2010 a REN integra o seu reporte financeiro e de sustentabilidade num único documento emitido anualmente.

As demonstrações financeiras consolidadas e individuais foram aprovadas pelo Conselho de Administração, na reunião de 17 de março de 2016. O restante conteúdo deste relatório foi genericamente também aprovado por este Conselho em 2016. É da opinião do Conselho de Administração que as informações constantes deste relatório refletem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do Grupo e das diversas empresas que o compõem e dão uma visão geral balanceada e ajustada à realidade, das suas políticas, organização, práticas e resultados operacionais nos domínios de sustentabilidade entendidos como mais relevantes, em conformidade com as Normas e Diretrizes de referência adotadas.

O conteúdo deste relatório é complementado com as seguintes informações de acesso público:

  • Brochura de sustentabilidade 2015
  • Website corporativo1

 

CONTEXTO DO REPORTE FINANCEIRO

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 6), mantidos de acordo com as normas contabilísticas em vigor em Portugal, ajustados no processo de consolidação de modo a que as demonstrações financeiras consolidadas estejam de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia, em vigor para exercícios económicos iniciados em 1 de janeiro de 2014. Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, quer as Normas Internacionais de Relato financeiro (IFRS – International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), quer as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS), emitidas pelo International Accounting Standards Committee (IASC) e respetivas interpretações – SIC e IFRIC, emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC) e Standard Interpretation Committee (SIC), que tenham sido adotadas na União Europeia.

As demonstrações financeiras individuais foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal, em conformidade com o Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de julho, de acordo com a estrutura conceptual, normas contabilísticas e de relato financeiro e normas interpretativas aplicáveis (princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal).

Para mais informação sobre os princípios e regras adotados no domínio da informação financeira, ver capítulo 6.

As contas foram auditadas pela Deloitte & Associados, SROC S.A.

 

CONTEXTO DO REPORTE DE SUSTENTABILIDADE

Este relatório, tal como os anteriores, foi elaborado de acordo com as diretrizes do GRI (Global Reporting Initiative), padrão internacional para o desenvolvimento de modelos de sustentabilidade, sendo adotada pela primeira vez a versão 4 (G4) destas diretrizes, e de acordo com a opção de conformidade «abrangente». Seguindo as orientações da GRI, foi feita uma análise dos temas materialmente relevantes que determinou o foco do relato nas questões de natureza social, ambiental e económica.

A REN respeita o compromisso, decorrente da adesão em 2005 à iniciativa United Nations Global Compact (UNGC), de fornecer informação sobre o progresso da implementação dos dez princípios relativos a direitos humanos, práticas laborais, proteção ambiental e anticorrupção. Este relatório constitui também o veículo para reportar essa informação, pelo que em anexo é apresentada a tabela de correspondência entre os conteúdos deste relatório e os referenciais GRI e UNGC. Mais informação sobre esta iniciativa UNGC pode ser consultada no sítio da internet da REN2.

A REN procura atender aos princípios da norma AA1000APS (inclusão, materialidade e relevância). Este relatório demostra igualmente o modo como esses princípios são incorporados na gestão dos nossos negócios, nomeadamente através da informação inserida no capítulo 5.

Para a verificação da informação de sustentabilidade deste relatório a REN contou com a verificação externa independente da PricewaterhouseCoopers Associados SROC, Lda. (PwC), de acordo com os princípios da norma ISAE 3000 (International Standard on Assurance Engagements 3000), considerando igualmente a norma AA1000AS (Accountability 1000 Assurance Standard – 2008), e com referência ao GRI G4 e à norma AA1000APS (Accountability Principles Standard – 2008), para um nível de garantia limitada de fiabilidade.

 

COBERTURA

Este relato abrange o desempenho financeiro e em matéria de sustentabilidade de todas as empresas do Grupo REN, de 1 de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2015.

 

TEMAS MATERIAIS

Em conformidade com os requisitos das diretrizes GRI G4, o presente relatório centra-se principalmente nas questões identificadas como relevantes resultantes da análise de materialidade. Em linha com as recomendações do GRI, a REN auscultou os seus stakeholders, e teve em consideração outros fatores externos e internos tais como referenciais de sustentabilidade e relatos de sustentabilidade de pares de onde se retirou os temas materialmente relevantes para efeitos de gestão de sustentabilidade que resultou numa nova estratégia de sustentabilidade para o período 2014-2016 assente em três pilares – económico, ambiental e social – e que estiveram na base da determinação dos temas de sustentabilidade entendidos como relevantes para efeitos deste relato.

Foram considerados como temas materiais a política ambiental/sistemas de gestão ambiental, a segurança, fiabilidade, qualidade e garantia de fornecimento, a higiene, saúde e segurança no trabalho, o impacto nas comunidades, a prevenção das alterações climáticas, e a gestão do capital humano e diversidade, acrescidos dos temas desempenho económico, respeito pelos direitos humanos – ferramentas de controlo e gestão da procura.

Mais informação sobre este processo está disponível no capítulo de sustentabilidade e na tabela GRI deste relatório, onde os temas materiais estão também devidamente identificados e desenvolvidos.

 

TEMAS MATERIAIS REN PARA EFEITOS DE REPORTE QUE NÃO CORRESPONDEM DIRETAMENTE A NENHUM DOS EIXOS PRIORITÁRIO DE ATUAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE SUSTENTABILIDADE DA REN, EMBORA POSSAM CRUZAR PARCIALMENTE COM ALGUNS DELES:

Desempenho económico

Respeito pelos direitos humanos – ferramentas de controlo

Gestão da procura

 

TEMAS MATERIAIS REN PARA EFEITOS DE GESTÃO (EIXOS PRIORITÁRIO DE ATUAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE SUSTENTABILIDADE DA REN):

Segurança, fiabilidade, qualidade e garantia de fornecimento

Gestão do capital humano e diversidade

Higiene, saúde e segurança no trabalho

Política ambiental/Sistemas de gestão ambiental

Prevenção das alterações climáticas

Impacto nas comunidades

 

TEMAS MATERIAIS REN PARA EFEITOS DE REPORTE DE SUSTENTABILIDADE:

Segurança, fiabilidade, qualidade e garantia de fornecimento

Gestão do capital humano e diversidade

Higiene, saúde e segurança no trabalho

Política ambiental/Sistemas de gestão ambiental

Prevenção das alterações climáticas

Impacto nas comunidades

Desempenho económico

Respeito pelos direitos humanos – ferramentas de controlo

Gestão da procura

 

CONTACTO

Para informações adicionais por favor contacte: sustentabilidade@ren.pt e ir@ren.pt.

INDICADORES FINANCEIROS

49,0TWh


CONSUMO ELECTRICIDADE

52,2TWh


CONSUMO GÁS NATURAL

INDICADORES SOCIAIS

620


COLABORADORES

18.644,4


HORAS DE FORMAÇÃO

INDICADORES AMBIENTAIS

77.000


ÁRVORES PLANTADAS

221


NINHOS DE CEGONHA TRANSFERIDOS

1,2 www.ren.pt 

3.1 ›

PERFIL

A REN TEM COMO ATIVIDADE PRINCIPAL A GESTÃO DE SISTEMAS DE TRANSPORTE DE ENERGIA, MARCANDO PRESENÇA NAS ÁREAS DA ELETRICIDADE E DO GÁS NATURAL.

 

Na Europa é um dos poucos operadores com esta característica:

  • na eletricidade, através do transporte em Muito Alta Tensão (MAT) e da Gestão Técnica Global (GTG) do sistema elétrico nacional, na medida em que a REN – Rede Eléctrica, S.A., sociedade detida integralmente pela REN, é titular da concessão de serviço público por 50 anos, situação que vigora desde 2007;
  • no gás natural, através do transporte em Alta Pressão (AT) e da GTG do sistema nacional de gás natural, da receção, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito e do armazenamento subterrâneo de gás, a REN Gasodutos, S.A., a REN Atlântico – Terminal de GNL, S.A. e a REN Armazenagem, S.A. (respetivamente), sociedades do Grupo REN, são titulares de concessões de serviço público por 40 anos desde 2006.

A REN, através da REN Trading, S.A., promove a gestão da energia a adquirir a dois centros eletroprodutores, no âmbito de contratos de aquisição de energia que não foram objeto de cessação antecipada.

Desde 2002, a REN encontra-se também presente no setor das telecomunicações através da RENTELECOM – Comunicações, S.A., constituída com o propósito de explorar a capacidade excedentária das redes de telecomunicações, essenciais ao suporte do transporte de eletricidade e de gás natural.

Em outubro de 2010, o Estado Português atribuiu à Enondas – Energia das Ondas, S.A., sociedade detida integralmente pela REN, uma concessão para a produção de energia das ondas numa zona piloto a norte de São Pedro de Moel. A concessão tem um prazo de 45 anos e inclui a autorização para a implantação das infraestruturas de ligação à rede elétrica pública.

Um conjunto de funções de negócio do Grupo é executado pela REN Serviços, S.A. (REN Serviços), designadamente funções de apoio às concessões e de back-office. Para além destas ações de suporte, a REN Serviços funciona como extensão comercial da REN, prestando serviços de consultoria e/ou engenharia, dentro do setor energético, a terceiros.

SINES
Tanque de armazenagem 

PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS

Dando sequência ao acordo entre a República Portuguesa e o Reino da Espanha relativo à constituição de um mercado ibérico da energia elétrica, a REN detém:

a) uma participação de 40% no capital social do OMIP – Operador do Mercado Ibérico (Portugal), SGPS, S.A. (que por sua vez detém 50% do capital social do OMIP – Operador do Mercado Ibérico de Energia (Pólo Português), Sociedade Gestora de Mercado Regulamentado, S.G.M.R., S.A. (que por sua vez detém 50% do OMI CLEAR – Sociedade de Compensação de Mercados de Energia, S.G.C.C.C.C., S.A.) e 50% do OMI – Pólo Español S.A. (OMIE)); e

b) uma participação de 10% no capital social do OMEL – Operador del Mercado Ibérico de Energía, Polo Español, S.A., a sociedade de direito espanhol contraparte do OMIP – Operador do Mercado Ibérico (Portugal), SGPS, S.A. que detém ainda uma participação de 50% no capital social do MIBGAS, S.A.

 

Através destas participações no capital social do OMIP – Operador do Mercado Ibérico (Portugal), SGPS, S.A. e do OMEL – Operador del Mercado Ibérico de Energía, Polo Español, S.A. – cujas participadas OMIP – Operador do Mercado Ibérico de Energia (Pólo Português), Sociedade Gestora de Mercado Regulamentado, S.G.M.R., S.A. e OMI – Polo Español S.A. (OMIE) apoiam o mercado ibérico de eletricidade –, a REN promove o desenvolvimento do mercado da energia na Península Ibérica.

 

240,4 M€

INVESTIMENTO

Para além destas, a REN detém ainda outras participações acionistas relevantes em outras sociedades, nomeadamente, a participação detida na Coreso, S.A., sociedade para a Iniciativa de Coordenação de Segurança Regional (RSCI), que colabora com diversos TSO europeus e outros RSCI, onde a REN – Rede Eléctrica Nacional, S.A. passou a deter uma participação de 10% do capital social; na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, S.A., onde a REN detém uma participação de 7,5%; na Red Eléctrica Corporación, S.A. onde a REN Serviços, S.A. detém uma participação de 1% do capital social; e na Medgrid SAS onde a REN detém uma participação de 8% do capital social.

3.585,8 M.

RAB MÉDIO

0,3%

VARIAÇÃO ANUAL DO CONSUMO DE ELETRICIDADE

15,3%

VARIAÇÃO DO CONSUMO DE GÁS NATURAL

4.1 ›

ENVOLVENTE

4.1.1 › ENVOLVENTE ECONÓMICA

ECONOMIA MUNDIAL1

A economia mundial segue o trajeto de recuperação em 2015, esperando-se um crescimento da atividade económica global de +3,1% (vs. +3,3% em 2014). Esta recuperação tem subjacentes diferentes ritmos de crescimento entre economias desenvolvidas e emergentes.

No caso das economias desenvolvidas, verifica-se uma ligeira melhoria do ritmo de crescimento, com uma previsão de +2,0% em 2015 vs. +1,8% em 2014. Para este desempenho contribui a melhoria verificada na União Europeia (+1,9% em 2015 vs. +1,4% em 2014), com especial foco na Zona Euro, cujo ritmo de crescimento se espera vir a atingir +1,6% em 2015 (vs. +0,9% em 2014). Apesar da aceleração verificada na maioria dos restantes países da União Europeia, estas performances são contrabalançadas com situações pontuais de desaceleração de crescimento económico, como é o caso do Reino Unido (+2,5% em 2015 vs. +2,9% em 2014). Fora da União Europeia, os Estados Unidos apresentam um ligeiro incremento na recuperação económica (+2,6% em 2015 vs. +2,4% em 2014), através de contributos sólidos da procura interna, investimento, despesa pública e melhorias continuadas no mercado laboral. No caso do Japão, após um ano de contração económica (-0,1% em 2014), verifica-se o regresso a um crescimento económico modesto (+0,7% em 2015), ainda que fortemente condicionado pela contração no consumo privado.

A melhoria verificada nas economias desenvolvidas não é ainda assim suficiente para compensar a quebra no ritmo de crescimento das economias emergentes (+3,9% em 2015 vs. +4,5% em 2014). Esta quebra é fortemente influenciada pela desaceleração do crescimento nos países asiáticos (+5,9% em 2015 vs. +6,3% em 2014, excluindo Japão). Contribuem igualmente para este efeito os casos de recessão da Rússia (-3,7% em 2015 vs. +0,6% em 2014), através do efeito combinado de sanções económicas e descida do preço do petróleo, a estagnação da América Latina (+0,4% em 2015 vs. +1,2% em 2014), com forte peso da recessão no Brasil (-2,6% em 2015 vs. +0,1% em 2014), e a desaceleração dos mercados da África Subsariana (+4,4% em 2015 vs. +4,9% em 2014).

 

ZONA EURO2

A recuperação económica iniciada em 2014 na Zona Euro reforça-se, em 2015, com um crescimento estimado de +1,6%, ainda assim abaixo da média da União Europeia e restantes economias desenvolvidas.

Na base do crescimento da Zona Euro estão fatores como o decréscimo de preço dos combustíveis fósseis, a desvalorização do euro e políticas monetárias expansionistas por parte do Banco Central Europeu. Assim, verificam-se aumentos significativos no ritmo de crescimento do consumo privado (+1,7% em 2015 vs. +0,8% em 2014) e investimento (+2,3% em 2015 vs. +1,3% em 2014), e um crescimento estável do consumo público (+1,0% em 2015 vs. +0,9% em 2014), cujo efeito agregado se traduz no contributo significativo da procura interna ao nível do crescimento do PIB (+1,4% em 2015). Já as importações crescem +5,4% em 2015 (vs. +4,5% em 2014) e as exportações +5,2% (vs. +4,1% em 2014), resultando num ligeiro contributo das exportações líquidas para o crescimento do PIB (+0,1%). Também o desemprego continua a tendência de descida, com 11,0% em 2015 vs. 11,6% em 2014.

 

TAXAS DE JURO3, 4 

Durante o ano de 2015, a taxa de referência do Banco Central Europeu mantem-se no mínimo histórico de +0,05%, valor instituído em setembro de 2014. As taxas Euribor continuam a sua trajetória descendente, tendo mesmo atingido valores negativos em algumas maturidades: a 31 de dezembro de 2015, as taxas Euribor para os prazos de 3, 6 e 12 meses atingiram -0,131% (vs. +0,078% no final de 2014), -0,040% (vs. +0,171%) e +0,060% (vs. +0,325%), respetivamente.

Por sua vez, a Reserva Federal dos Estados Unidos suportou-se nos sinais de melhoria do mercado norte-americano para rever em alta a Fed Funds Target Rate em dezembro de 2015. Assim, a taxa de referência aumenta para o intervalo 0,25%-0,5%, sendo que o anterior intervalo (0%-0,25%) se mantinha inalterado desde 2008.

ECONOMIA NACIONAL5

Em 2015, Portugal continua a melhorar o ritmo de recuperação económica verificado no ano anterior. Deste modo, espera-se um crescimento da economia nacional de +1,7% (vs. +0,9% em 2014). Na base deste crescimento está a aceleração do investimento (+5,6% em 2015 vs. +2,8% em 2014) e do consumo privado (+2,6% em 2015 vs. +2,2% em 2014), assim como uma inversão na evolução do consumo público (+ 0,5% em 2015 vs. -0,5% em 2014). Assim, verifica-se um contributo significativo da procura interna na taxa de crescimento do PIB, em torno dos +2,3%.

O impulso da procura interna traduz-se num aumento das importações, embora a ritmo ligeiramente inferior ao ano anterior (+6,7% em 2015 vs. +7,2% em 2014), enquanto as exportações aceleraram novamente o ritmo de crescimento (+5,3% em 2015 vs. +3,9% em 2014). O efeito combinado desta evolução reflete-se num contributo de -0,5% das exportações líquidas para a taxa de crescimento do PIB.

Ao nível das contas públicas, mantém-se o esforço de consolidação no sentido de reduzir o défice público abaixo do nível máximo permitido no Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia (3%). Deste modo, o défice esperado em 2015 situa-se nos 3,0% do PIB, manifestando uma redução face aos 4,5% verificados em 20141. Por seu lado, o peso da dívida pública no PIB deve inverter a tendência de subida, descendo de 130,2% em 2014 para 128,2% em 2015.

A taxa de desemprego mantém o seu sentido descendente, estimando-se uma quebra para 12,6% em 2015 vs. 14,1% em 2014. 

Fonte: Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2015
2 Fonte: Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2015 – Euro Zone
Fonte: Taxas de Referência ECB e FED (www.ecb.int; www.federalreserve.gov)

4 Fonte: European Money Markets Institute
Fonte: Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2015 – Portugal; IGCP – Apresentação a Investidores – Janeiro 2016
Os défices de 4,5% em 2014 e 3,0% em 2015 excluem os efeitos extraordinários de capitalização dos bancos Novo Banco e Banif. Incluindo estes efeitos, o défice esperado é de 7,2% em 2014 e de 4,2% em 2015.

PORTUGAL CONTINUA A MELHORAR O RITMO DE RECUPERAÇÃO ECONÓMICA

+1,7%

CRESCIMENTO DA ECONOMIA MUNDIAL

+2,6%

CRESCIMENTO DO CONSUMO PRIVADO

05 ›

SUSTENTABILIDADE NA REN

VISÃO DE SUSTENTABILIDADE

A missão da REN passa por assegurar o fornecimento ininterrupto de energia a todo o país. Um compromisso que se tem vindo a tornar cada vez mais ambicioso, ao associar o desenvolvimento da empresa a um esforço contínuo de cidadania corporativa ativa, com um forte envolvimento com as comunidades em que estamos inseridos, tanto a nível social como ambiental. É com esta harmonia que acreditamos estar a contribuir para um mundo cada vez mais positivo.

 

A missão da REN passa por assegurar o fornecimento ininterrupto de energia a todo o país, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos portugueses.

Esta é uma tarefa que implica um esforço contínuo e dedicado. Nos dias de hoje, no entanto, o nosso compromisso vai além da nossa missão. Acreditamos no exercício de uma cidadania corporativa ativa, com um forte envolvimento com as comunidades em que estamos inseridos, tanto a nível social como ambiental. 

Assumir este compromisso implica que todas as atividades da REN sejam norteadas por princípios de sustentabilidade, obedecendo a critérios rigorosos e mensuráveis, respeitando os padrões de excelência que assumimos perante os portugueses, sem nunca perder de vista o impacto positivo que queremos ter sobre as comunidades e os ecossistemas junto dos quais trabalhamos.

PROMOÇÃO BEM-ESTAR INTERNO

Garantir um ambiente de trabalho seguro e capaz de desenvolver todas as potencialidades dos nossos colaboradores é uma prioridade para a REN. Valorizar o capital humano é a chave para o sucesso.

ENVOLVIMENTO E SATISFAÇÃO DAS PARTES INTERESSADAS

A REN está cada vez mais presente na vida das populações. Um envolvimento que, além de garantir melhores níveis de bem-estar, também reforça o papel das comunidades nas políticas da empresa.

PROTEÇÃO DO MEIO-AMBIENTE

Proteger a natureza é um dos principais compromissos da REN. Todas as políticas de sustentabilidade têm por base uma utilização mais racional dos recursos da empresa e a redução do impacte ambiental.

5.3.2  AMBIENTAIS

Uma cultura de sustentabilidade tem necessariamente como prioridade inegociável a defesa do ambiente e a implementação de práticas que conservem e protejam os ecossistemas e a biodiversidade. Sendo a proteção ambiental um dos três eixos que governam a estratégia de sustentabilidade da REN, é importante atentar nos indicadores que coligimos em 2015 neste âmbito.

 

POLÍTICA AMBIENTAL

A minimização do impacte ambiental tem sido desde sempre uma preocupação da REN, quer na concretização de novos projetos de investimento quer nas atividades de operação e manutenção das diversas infraestruturas de transporte de eletricidade e de armazenamento e transporte de gás natural. Os temas relacionados com o ambiente significam para a REN muito mais do que o cumprimento das obrigações legais: representam um compromisso e compatibilização de longo prazo com a envolvente. A abordagem da Empresa face a este tema pode ser consultada no sítio da internet da REN8.

 

ENERGIA

No ano de 2015 os consumos de energia na REN são os apresentados na tabela abaixo.

Consumo de energia na REN (GJ)

'13

'14

'15

Energia elétrica das infraestruturas e edifícios

240.978

236.446

219.759

Gás natural (cogeração*, caldeiras, pilotos
e queimas controladas)

306.402

344.137

281.663

Gás propano

178

172

121

Gás natural

8.024

9.361

9.025

Combustível (gasóleo e gasolina)

18.807

25.302

28.592

Perdas na rede de transporte
de eletricidade

2.616.509

2.814.536

2.404.706

Perdas na rede de transporte
de gás (purgas)

3.603

9.106

1.327

Consumo total de energia na REN

3.196.514

3.441.074

2.945.197

*Em 2015 a cogeração esteve parada uma parte do ano, pelo que os consumos são inferiores a 2014.

AVALIAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL

Informação de detalhe sobre avaliação ambiental estratégica e avaliação ambiental de projetos pode ser consultada no sítio da internet da REN9.

 

AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA

A avaliação ambiental estratégica é um instrumento de política ambiental (Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de junho alterado pelo Decreto-Lei n.º 58/2011, de 4 de maio) que pretende assegurar uma avaliação das consequências ambientais de certos planos e programas e sua prévia adoção. Durante a fase de operação e manutenção da rede, são realizadas ações de monitorização e supervisão para garantir o cumprimento dos objetivos e as metas definidas, quer pela REN, quer pela declaração de impacte ambiental.

A REN procedeu a uma análise ambiental diferencial face à anterior avaliação ambiental estratégica (AAE) sobre as propostas de PDIRT da Eletricidade e do PDIRGN do Gás, tendo a metodologia proposta sido positivamente acolhida pelas diversas partes interessadas.

 

AVALIAÇÃO DE PROJETOS

A avaliação de impacte ambiental (AIA) é uma ferramenta de avaliação aplicável a alguns dos projetos de infraestruturas de utilidade pública de que a REN é promotora.

O processo AIA é composto por diversas etapas:

1_11.png

Dada a especificidade do setor, a REN elaborou em 2008 um guia metodológico para a AIA da rede nacional de transporte de eletricidade – linhas aéreas. Este guia foi elaborado em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente e a Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes e constitui um documento de referência para a elaboração de estudos de impacte ambiental deste tipo de infraestruturas e respetivos processos de AIA. Neste grupo de trabalho participaram diversas entidades intervenientes no processo de AIA, nomeadamente o Instituto Português de Arqueologia, o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, e as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. 

Adicionalmente, e com o objetivo de harmonizar os procedimentos e metodologias associados aos processos de AIA, a REN publicou em 2011 outro guia metodológico, neste caso para a avaliação de impacte ambiental das subestações da RNT. 

No âmbito das atividades de expansão e beneficiação das redes de transporte de energia, tem sido desenvolvido um conjunto significativo de processos de avaliação ambiental, em fase de projeto:

 

'13

'14

'15

Processos de avaliação de impacte ambiental

12

4

2

Processos pós-avaliação de impacte ambiental

1

2

0

Declarações de impacte ambiental emitidas

8

3

4

Estudos ambientais de projeto

3

0

0

Estudos de impacte ambiental (EIA)

7

0

5

Relatório de conformidade ambiental do projeto
de execução (RECAPE)

1

2

1

Em 2015 foram ainda desenvolvidas ações de monitorização em diversas infraestruturas da REN, abrangendo os seguintes descritores:

N.º de obras monitorizadas
descritores

'13

'14

'15

Avifauna

12

12

11

Ambiente sonoro

9

11

1

Recursos hídricos

2

3

1

Flora

1

2

2

Lobo ibérico

1

3

0

Campos eletromagnéticos

0

3

3

Em 2015 foram sujeitas a supervisão e acompanhamento ambiental, decorrentes do processo de avaliação de impacte ambiental, seis obras da REN.

 

MECANISMOS DE QUEIXAS E RECLAMAÇÕES RELACIONADAS A IMPACTES AMBIENTAIS

A REN tem implementado um procedimento de gestão das reclamações recebidas por diversos meios (p.e. carta, telefonemas, e-mails). Encontra-se estabelecido um circuito de análise dos aspetos identificados por parte das partes interessadas, sendo dada prioridade à análise da componente técnica. Em primeiro lugar, verifica-se se a infraestrutura pertence efetivamente à REN, e em caso afirmativo, se existe algum aspecto técnico que esteja na origem da situação relatada. Não existindo qualquer questão de índole técnica, é efetuada uma análise, habitualmente conjunta, pelas áreas responsáveis pela gestão ambiental e pelas servidões e património, no sentido de identificar se a origem do contacto se deve efetivamente à existência do impacte ambiental gerado pelo funcionamento da infraestrutura ou se apenas se deve à necessidade de informação, por exemplo, sobre o campos eletromagnéticos. Durante o ano de 2015 não existiram reclamações relacionadas com impactes ambientais.

A REN ESTÁ ENTRE AS EMPRESAS QUE MELHOR DISPONIBILIZAM INFORMAÇÃO SOBRE AS POLÍTICAS E ATIVIDADE DA EMPRESA NO DOMÍNIO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

PREVENÇÃO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

DESEMPENHO ECONÓMICO

A REN reconhece a existência de riscos e oportunidades para as suas atividades relacionados com as alterações climáticas. No que se refere aos riscos físicos, como o aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos, a subida do nível médio da água do mar, bem como a queda de neve em algumas zonas, estes poderão originar falhas na continuidade do serviço prestado pela REN, que poderão ser temporárias. Nestes casos, e atendendo a que estão cobertos por seguros, não são expectáveis implicações financeiras relevantes. Adicionalmente, alterações nas temperaturas máximas podem conduzir a um aumento das perdas na rede na ordem dos 1,5%, o que poderá levar a um aumento nos custos operacionais. Associado a este aumento de temperatura, está também incluído um aumento do risco de incêndios florestais, que poderá conduzir a falhas na continuidade do serviço.

São ainda considerados os riscos associados a períodos de seca prolongados, ainda que de uma forma indireta. Em períodos de seca prolongada, poderá existir um maior recurso à produção de eletricidade por via térmica ou renovável. Atendendo a que neste último caso os produtores estão localizados principalmente no interior do país, ocorre um aumento das perdas na rede dada a maior distância a que se transporta a eletricidade. Associado aos eventos extremos de precipitação pode estar o aumento da erosão, que pode afetar as infraestruturas de transporte de eletricidade e de gás e, consequentemente, conduzir a interrupções de serviço.

No que se refere aos riscos regulatórios, a REN está ciente das implicações que as alterações na legislação nacional e comunitária possam ter nas suas atividades. Como tal, através das várias áreas, a Empresa acompanha os processos legislativos associados às alterações climáticas, tendo também em 2015 sido dado relevo às negociações que conduziram à adoção do Protocolo de Paris. 

No que se refere às oportunidades, e atendendo a que as principais áreas de negócio são fortemente reguladas, a menos que as oportunidades estejam associadas a projetos de investimento que visem o reforço da segurança de abastecimento, quer na rede de transporte de eletricidade quer de gás, qualquer investimento terá de ser aceite pela ERSE.

 

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E DESAFIOS ENERGÉTICOS

A REN está entre as empresas que melhor disponibilizam informação sobre as políticas e atividade da empresa no domínio das alterações climáticas, segundo o Carbon Disclosure Project Iberia 125 Climate Change Report 2015. A REN foi convidada a participar, pelo sexto ano consecutivo, no questionário anual do CDP. A empresa obteve uma pontuação de 93 pontos no que se refere à avaliação do nível de disponibilização de informação e de adesão às regras do guia de reporte. A empresa alcançou ainda a classificação de nível D no que se refere à avaliação do desempenho em matéria de combate às alterações climáticas.

É de referir que, em termos de divulgação da informação, a resposta da REN encontra-se acima da média das respostas do índice Iberia 125 (a média das pontuações, no que se refere à divulgação da informação, foi de 91).

Emissões de gases com efeito
de estufa (t CO2eq)

'13

'14

'15

Âmbito 1

20.249

25.849

19.905

Purgas de gás natural (CH4)

1.275

4.296

626

Queima na flare

4.243

6.393

2.277

Autoconsumo de caldeiras

12.305

12.269

13.213

Hexafluoreto de enxofre (SF6)

468

460

1.152

Gás natural (edifícios)

483

530

511

Gás propano (edifícios)

11

11

8

Gasóleo equipamentos e frota

1.464

1.890

2.118

Âmbito 2

132.832

118.742

135.256

Eletricidade

11.162

9.149

11.326

Perdas elétricas na rede

121.165

108.906

123.930

Âmbito 3

505

687

662

Viagens de avião

505

687

662

A REN continua a incentivar o uso de comboio em detrimento da utilização de viaturas ligeiras, em particular nas ligações Lisboa-Porto.

 

'13

'14

'15

Número de viagens de comboio (Lisboa-Porto)

1.028

979

792

Número de videoconferências

1.747

740

896

No domínio da prevenção e do controlo das emissões de gases de efeito de estufa, a REN tem vindo a implementar, ao longo dos últimos anos, um plano de ações para redução das suas emissões diretas, designadamente no que respeita a emissões de hexafluoreto de enxofre (SF6), um gás utilizado como isolante elétrico (dielétrico) em diversos equipamentos de alta e muito alta tensão. No ano de 2015, apesar do aumento da massa instalada, manteve-se o valor da taxa de fugas. O esforço realizado pela empresa para reduzir as fugas de SF6 está materializado na evolução da taxa de fugas deste gás, com resultados considerados tecnicamente muito positivos à escala internacional.

MASSA DE SF6 INSTALADA (t)

As principais atividades relacionadas com as iniciativas de redução de emissões de GEE, em particular SF6, durante o ano 2015 foram as seguintes:

1) Desativação de um conjunto de disjuntores de SF6 substituídos no âmbito de obras de remodelação ou no âmbito de programas de substituição de famílias de equipamentos obsoletos ou de menor fiabilidade, de acordo com procedimentos técnicos ajustados às operações relacionadas com o fim de vida destes equipamentos. Todos os trabalhos de operação, montagem, manutenção e descativação são realizados com equipas internas REN especializadas, cujos técnicos se encontram nominalmente credenciados de acordo com a legislação em vigor.

2) Implementação de sistemas de monitorização contínua de SF6 em edifícios de subestações blindadas (GIS): Na REN, a questão de se aceder às salas GIS na sequência de um alarme de fuga desde sempre se revelou uma preocupação na vertente de segurança de pessoas, pelo facto de, embora o SF6 não seja tóxico quando em boas condições, este gás ocupar o espaço do ar respirável, constituindo um cenário de asfixia com potenciais consequências graves para o interveniente.

Para melhorar as condições de segurança foram instalados em 2015 sistemas de monitorização contínua de SF6 nas salas de equipamento GIS de 220 kV nas subestações de Ermesinde, Carriche e Sacavém, abrangendo a respetiva galeria de cabos.

O sistema proposto permite obter uma monitorização contínua da presença de no interior da subestação, sendo que, quando a presença desse gás se faz sentir, este sistema aciona alarmes luminosos e acústicos, junto das entradas principais da zona afeta, e aciona também um sistema de ventilação que permitirá uma melhor evacuação do gás dentro da subestação.

Em 2016 a REN continuará a cobertura das instalações GIS, prevendo-se a instalação em cinco subestações.

 

Gestão das emissões de CO2 das centrais com CAE

No âmbito da sua atividade regulada de agente comercial, a REN Trading é uma empresa atenta e ativa no tema do impacto das alterações climáticas. A gestão das centrais que mantêm contratos de aquisição de energia (CAE), Tejo Energia e Turbogás, está condicionada pelas regras do comércio europeu de licenças de emissão (CELE). 

Esta realidade é fruto de um processo internacional de negociação, que culminou em 1997 na assinatura de um tratado internacional, o Protocolo de Quioto, do qual Portugal é signatário como membro da UE. Visa-se, através da redução das emissões de gases com efeito de estufa, a mitigação das consequências das alterações climáticas.

O CELE, iniciado em 2005, foi a ferramenta adotada na UE para o cumprimento dos objetivos de Quioto. Através da atribuição de um preço ao CO2 (um dos principais gases com efeito de estufa, sendo a unidade de medida dos restantes, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU IPCC no acrónimo inglês), pretende-se reduzir as emissões das principais instalações industriais, abrangendo setores como a produção de eletricidade com uso de combustíveis fósseis, a siderurgia, a cerâmica, a refinação de petróleo, a aviação, entre outros.

As regras que enquadram o CELE encontram-se especificadas no Decreto-Lei n.º 233/2004, de 14 de dezembro, e legislação posterior, que surgiu na sequência da transposição da atualização do normativo comunitário – Diretiva n.º 2009/29/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril, transposta pelo Decreto-Lei n.º 38/2013, de 15 de março.

TERMINAL
SINES

Em 15 de julho de 2015, a Comissão Europeia (COM) apresentou uma segunda proposta que representa uma revisão geral do CELE. O objetivo desta proposta é transformar em legislação a orientação do Conselho Europeu sobre o papel que o CELE deve desempenhar para alcançar a meta de redução das emissões de gases com efeito de estufa para 2030.

Para atingir a meta de redução das emissões da UE em pelo menos 40% até 2030, os setores abrangidos pelo CELE terão de reduzir as suas emissões em 43% em relação aos níveis de 2005. Isto significa que o número geral de licenças de emissão diminuirá a um ritmo mais rápido do que até aqui: a partir de 2021 diminuirá 2,2% por ano em vez de 1,74%. Isto equivale a uma redução adicional das emissões de cerca de 556 milhões de toneladas entre 2020 e 2030 – sensivelmente idêntica às emissões anuais do Reino Unido.

Visando a minimização do encargo anual com a aquisição de licenças de emissão (no valor total das emissões feitas pelas centrais CAE, findas as alocações), e por consequência os encargos totais suportados pelos consumidores com a aquisição de energia eléctrica, sempre em cumprimento da regulamentação emanada da ERSE, a REN Trading atuou durante 2015 em mercado de futuros, na qualidade de membro da ICE (Intercontinental Exchange), bolsa de referência no comércio de futuros de derivados de carbono. Cabe à REN Trading adquirir as licenças de emissão de CO2 em função das obrigações ambientais das duas centrais CAE, o que implica a compra de licenças EUA (European Unit Allowances).

A estratégia da REN Trading, no que toca à venda da produção das centrais em mercado, tem sempre em conta as suas emissões expectáveis e o respetivo custo, medido através do preço de mercado das EUA. Assim, pode suceder em determinadas circunstâncias que a incorporação dos custos do CO2 nos custos de produção da central do Pego (a carvão, um combustível mais poluente) possa alterar a sua posição na ordem de mérito da oferta do mercado elétrico, tornando-se menos competitiva e implicando a sua substituição por outra menos poluente, como por exemplo a Turbogás (a gás natural, gerador de menos emissões do que o carvão para igual produção de energia elétrica). Em suma, através do mecanismo criado pelo CELE, gera-se um impacto no funcionamento do mercado de eletricidade, verificando-se nesta situação uma influência deste mecanismo europeu nas emissões das centrais e no programa de exploração elétrica do país.

No ano de 2015, verificou-se um aumento de atividade relativamente ao ano anterior, tendo a REN Trading transacionado no mercado de futuros, com operações de compra, cerca de 4,6 milhões toneladas de CO2.

Apesar do cenário macroeconómico (propício ao excedente de licenças de emissão, devido ao ritmo lento do crescimento económico), houve uma subida de preços significativa em relação ao ano de 2014, tendo o preço médio do mercado spot subido cerca de 29%.

A subida significativa do preço das licenças de emissão deve-se sobretudo à redução da oferta, fruto do processo de backloading (retirada de oferta a leiloar em mercado do período 2014-2016) e do estabelecimento da Reserva de Estabilização do Mercado (REM), que procura evitar subidas exponenciais do preço, mas também evitar a repetição de preços baixos que se verificaram no passado, algo que não ia ao encontro dos resultado esperados aquando da criação do CELE, a mudança de paradigma ambiental e energético.

Espera-se que o mecanismo de reserva reforce o bom funcionamento do CELE, contribuindo para a criação de um sinal de preço consistente para o custo das emissões de gases para a atmosfera, e consequentemente tenha reflexo nas decisões de produção e investimento (pela internalização da externalidade ambiental), contribuindo para atingir o objetivo de uma sociedade menos intensiva em emissões de carbono.

 

ENERGIA ELÉTRICAREN ALCOCHETE

Entidade Emissora de Garantias e Certificados de Origem

Com a publicação do Decreto-Lei n.º 23/2010, de 25 de março, onde se procede à adaptação do regime da atividade da cogeração em Portugal, estabelecendo o respetivo regime jurídico e remuneratório, definem-se, entre outras, as regras para a emissão das garantias e certificados de origem da eletricidade produzida em cogeração, e atribuem-se à concessionária da RNT as competências relativas à Entidade Emissora de Garantia de Origem (EEGO).

Durante o ano de 2013, com a publicação do Decreto-Lei n.º 39/2013, de 18 de março, são estendidas as competências da entidade concessionária da RNT no âmbito da EEGO à produção de eletricidade e energia para aquecimento e arrefecimento através de fontes de energias renovável.

Em 2015, foi publicado o Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, que transfere para a Direção Geral de Energia e Geologia as competências relativas à Entidade Emissora de Garantia de Origem, e, por consequência, a entidade concessionária da RNT cessou funções enquanto EEGO durante o mês de maio de 2015.

Relativamente a produções verificadas em 2015, foram emitidas 1 541 409 garantias de origem associadas à produção de energia elétrica em cogeração de elevada eficiência e 20 172 certificados de origem associados à produção de energia elétrica em cogeração eficiente. Cada garantia ou certificado de origem corresponde a um valor facial de 1 MWh.

Durante ao ano de 2015, a REN, no seguimento das competências que lhe foram atribuídas no âmbito da EEGO, promoveu a realização de 15 auditorias a instalações de cogeração. 

 

Consumo intensivo de energia

De acordo com o Decreto-Lei n.º 71/2008, que regula o Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE), constitui uma obrigação dos consumidores intensivos de energia, como é o caso da REN – Armazenagem, de reduzir os seus consumos específicos de referência registados em 2008 em 6% até ao final de 2014.

Na sequência da auditoria energética realizada em 2008, procedeu-se à elaboração do Plano de Racionalização do Consumo de Energia (pREN), aprovado pela DGEG (ADENE – Agência para a Energia) e cujo objetivo é definir os projetos a implementar nos processos e/ou instalações para garantir a redução do consumo energético imposta pelo Decreto-Lei n.º 71/2008, tendo-se constatado que a Estação de Gás não é um consumidor intensivo de energia, uma vez que o consumo desta instalação foi de 468 TEP, inferior ao limite máximo estabelecido de 500 TEP. Por esse motivo, optou-se por concentrar na Estação de Lixiviação os investimentos necessários à redução do consumo de energia, concretamente com a instalação de variadores de velocidade nos grupos de bombas de alta pressão.

Em abril de 2015 ficou concluído o último relatório de execução e progresso, biénio 2013-2014, executado pela empresa Tecnoveritas. De um modo geral, foi cumprido o plano inicialmente estabelecido, pois para nenhum dos indicadores se verificou um desvio superior a 25%, sendo que na sua maioria foram atingidas as metas estabelecidas.

O processo foi analisado de uma forma global e ainda por setor. Desta avaliação destaca-se que no processo global, no indicador «intensidade energética», a meta foi atingida em 66%.

Assim, numa visão geral, o objetivo estabelecido no Plano de Racionalização do Consumo de Energia (pREN) foi atingido.

 

Biodiversidade

A biodiversidade10 é um dos descritores ambientais mais relevantes considerados na avaliação sistemática dos eventuais impactes das atividades da REN nas várias fases do ciclo de vida das suas infraestruturas.

Apesar da preocupação constante com a proteção e promoção da biodiversidade, uma pequena percentagem das infraestruturas da REN está integrada em áreas sensíveis do território nacional: sítios da Rede Natura 2000, Zonas de Proteção Especial e outras áreas protegidas que incluem parques nacionais, reservas, parques e monumentos naturais.

Ocupação em áreas sensíveis

Área/comprimento

% Ocupação sobre o total

Estações/instalações

0,37 km2

9%

Extensão de gasodutos/linhas

1.209,6 km

12%

A ocupação destas áreas pelas infraestruturas da REN deve-se fundamentalmente a razões históricas (a integração das infraestruturas no terreno foi anterior à classificação destas áreas protegidas), mas também à necessidade de permitir ou reforçar o escoamento da energia com origem renovável de centros produtores situados nestas áreas sensíveis. Sempre que estas instalações são objeto de modificações, como alterações do traçado de linhas e de gasodutos, é garantida a sua otimização de forma a reduzir os impactes na biodiversidade.

Atualmente, os locais onde se situam as infraestruturas da Rede Nacional de Transporte são potencialmente ocupados por espécies classificadas na Lista Vermelha da International Union for Conservation Nature (IUCN), nas seguintes categorias:

Classificação IUCN

'13

'141

'151

Criticamente ameaçado

4

3

2

Ameaçado

6

5

5

Vulnerável

19

17

17

1 Dado não terem sido contruídos novos gasodutos nestes anos o valor apresentado refere-se apenas à Rede Elétrica Nacional.

Informação sobre as medidas compensatórias desenvolvidas durante 2015 pode ser consultada no sítio da internet da REN11.

CÁTEDRA EM BIODIVERSIDADE

A REN, juntamente com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Universidade do Porto (UP), criou em 2015 uma cátedra em Biodiversidade, a ser ministrada na UP. A parceria entre a REN, a FCT e o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-InBIO) reflete o compromisso e empenho das três entidades nesta matéria.

A cátedra assenta em três pilares: monitorização, minimização e compensação de impactes; ecologia populacional; e cidadania na ciência. O primeiro vai desenvolver investigação no domínio da avaliação, monitorização, minimização e compensação de impactes de redes de transporte de energia sobre a biodiversidade, com particular atenção para as linhas elétricas. O segundo pilar é dedicado à análise das respostas demográficas de espécies sujeitas a mortalidade não natural, um estudo que, no futuro, poderá ajudar a definir as circunstâncias em que se deverão envidar esforços significativos de minimização ou compensação, e para onde direcionar esses esforços. O terceiro pilar centra-se nos projetos de cidadania na ciência (citizen science), uma tendência em crescimento a nível internacional, mas com uma expressão ainda relativamente reduzida em Portugal.

Estes projetos têm o duplo objetivo de sensibilizar os cidadãos para a importância da atividade científica, através do seu envolvimento em iniciativas concretas, e de permitir a recolha de dados relativamente simples mas úteis, que seriam difíceis ou muito dispendiosos de recolher por processos convencionais. Por outro lado, a cátedra REN em Biodiversidade irá permitir sistematizar e divulgar o trabalho já desenvolvido: identificar impactes na biodiversidade, avaliar riscos e adotar medidas de minimização, promover atividades com impactes positivos, integrar a biodiversidade na atividade da empresa e apoiar iniciativas de conservação da natureza.

 

FLORA E USO DO SOLO

A REN, em resultado das atividades de construção e manutenção, produz impactes diretos na flora e no uso do solo.

Estes impactes verificam-se, por exemplo, aquando da criação ou manutenção das faixas de proteção associadas às suas infraestruturas lineares (linhas elétricas e gasodutos). Como forma de compensar estes impactes, tem vindo, desde 2007, a realizar diversos projetos de arborização no âmbito da construção de novas instalações, e desde 2013, alargou-se essa metodologia às linhas já em operação.

AÇÃO LIMPEZATAPADA DE MAFRA

A REN, através do seu programa de reflorestação das faixas de servidão, nos últimos anos já plantou perto de meio milhão árvores numa área superior a 835 hectares.

Em 2015, procedeu-se à plantação de um total de 77 mil árvores, numa área aproximada a 205 hectares, destacando-se as seguintes espécies:

  • Pinheiro manso: 25 mil plantas
  • Carvalho: 24 mil plantas
  • Sobreiro: 5 mil plantas
  • Castanheiro: 1.900 plantas
  • Medronheiro: 1.650 plantas

No decorrer de 2015, foram ainda intervencionados cerca de 3 200 hectares de áreas das nossas faixas de servidão, nomeadamente quando inseridas em espaços florestais, muitos dos quais no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios.

Com o objetivo de contribuir para a implementação da estratégia europeia de infraestruturas verdes, através da transformação das atuais servidões de utilidade pública associadas ao transporte de energia de eletricidade e gás numa rede de fornecimento multisserviços, criando corredores de conexão e áreas tampão entre áreas classificadas, foi reapresentada candidatura ao programa da União Europeia LIFE, com a designação Green Connect, após a candidatura inicial ter sido objeto de avaliação pela UE. Para este projeto, a REN conta com dois parceiros, a Quercus e o CIBIO (ICETA).

Com este projeto, pretendemos provar que o abandono de abordagens passivas e a adoção de abordagens mais ativas da gestão da vegetação existente nas faixas de servidão que sejam ambientalmente sustentáveis pode trazer benefícios ao nível da redução dos custos de manutenção, através de:

  • aumento dos ciclos de intervenção;
  • co-responsabilização dos proprietários.


Em 2015 foram ainda efetuadas ações de manutenção em dois projetos de medidas compensatórias, cujos povoamentos estão sob gestão da REN. Um no Parque Natural da Serra da Estrela, Baldio de Folgosinho, no concelho de Gouveia, e outro no município do Gavião (Enquadramento Paisagístico da EM 1138).

Após terem sido compilados os elementos disponíveis para as diversas obras, junto se envia o cálculo das árvores abatidas, por obras da REN, que teve em linha de conta não só as árvores abatidas isoladamente como a área abatida, caso em que a estimativa teve por base a densidade (árvores/ha) média de cada região.

Assim, em 2015 foram abatidas cerca de 415 mil árvores em obras da REN, que podem representar uma área florestal de ± 260 hectares (n.º de árvores abatidas na construção de novas infraestruturas da REN):

‘12

‘13

‘14

‘15

ÁREA TOTAL
ABATIDA

TOTAL DE ÁRVORES
ABATIDAS

ÁREA TOTAL ABATIDA

TOTAL DE ÁRVORES ABATIDAS

ÁREA TOTAL ABATIDA

TOTAL DE ÁRVORES ABATIDAS

ÁREA TOTAL ABATIDA

TOTAL DE ÁRVORES ABATIDAS

± 115 ha ± 136.000 ± 90 ha ± 120.000 ± 290 ha ± 470.000 ± 260 ha ± 415.000

AVIFAUNA

Medidas compensatórias

Uma área de atuação muito relevante da REN passa pela implementação de medidas compensatórias, decorrentes do processo de avaliação de impacte ambiental de novas infraestruturas. As medidas em curso e principais resultados encontram-se disponíveis para consulta no sítio da internet da REN12.

Compatibilização das infraestruturas com a população de cegonha branca

A REN desenvolve, há mais de dez anos, um controlo da nidificação da população de cegonha branca nas suas infraestruturas, criando condições para nidificação desta ave em habitats que lhe são favoráveis e instalando dispositivos que minimizam o risco de acidente de origem elétrica.

Comparativamente ao ano anterior, em 2015 foram realizadas mais intervenções, discriminadas de seguida por tipo:

 

'13

'14

'15

Número de plataformas instaladas

97

178

349

Número de dispositivos dissuasores de poiso instalados

649

600

642

Número de ninhos transferidos

51

250

221

221

NINHOS DE CEGONHA TRANSFERIDOS

Verificou-se, durante o ano em apreço, uma diminuição significativa da taxa de incidentes da cegonha branca, em relação a 2014.

A montagem de ventoinhas e plataformas impede que a nidificação seja feita nos locais mais perigosos, com maior probabilidade de incidente, fazendo que o aumento de ninhos não se traduza em aumento de incidentes.

8 www.ren.pt
9 www.ren.pt/sustentabilidade/abordagem_da_ren
10 www.ren.pt/sustentabilidade/ambiente/ biodiversidade_e_gestao_dos_ecossistemas/
11 www.ren.pt
12 www.ren.pt

5.4 › RECONHECIMENTOS

  • Ouro, Mercury Excelente Awards 2014: Annual Reports – Overall Presentation – Energy
  • REN renova rating AAA em corporate governance: Universidade Católica Portuguesa para a Associação de Empresas Eminentes de Valores Votados no Mercado (AEM)
  • Masters do Capital Humano: Melhor Política de Responsabilidade Social e Promoção do Bem-Estar – Programa Nós
  • Prata, 2015 Questar Awards: Internal Communications (Intranet)
  • Prata, ARC Awards 2015: Annual Report-Interactive Annual Report: Integrated Annual and Sustainability Report
  • Bronze, International Business Awards – Stevie Awards: R&C online
  • Grande Prémio APCE 2015: Intranet
  • Prata, Best in Biz Awards 2015: R&C online
  • Prata, Galaxy Awards 2015: Online Annual Report
  • Bronze, Best in Biz 2015: Online Annual Report
  • Healthy Workplaces: 2º Lugar de Grandes Empresas
  • FEIEA Grand Prix 2015: Intranet
  • Best in Class, 2015 Interactive Media Awards: Website REN 
  • Bronze, 2015 INova Awards: REN Sustainability Report
  • Prémio APG Empresa: Programa NÓS

 

VER TABELA GRI >

VER NOTAS METODOLÓGICAS >

6.1 ›

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

ENERGIA PARA IMPULSIONAR O PAÍS

Com eficiência e garantia de um serviço sem falhas, a REN contribui para reduzir o peso da fatura energética ao consumidor final. Energia transportada de forma responsável para fazer o país crescer em conforto, qualidade de vida e desenvolvimento económico.

 

1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014

(Montantes expressos em milhares de Euros – mEuros)

 

 

31 DE DEZEMBRO

 

NOTAS

'15

'14

ATIVO

     
Não corrente      
Ativos fixos tangíveis 8 695 682
Goodwill 9 3.774 3.774
Ativos intangíveis 8 3.869.085 3.838.228
Participações financeiras em associadas e empreendimentos conjuntos 10 14.588 12.575
Ativos disponíveis para venda 12 e 13 154.862 144.443
Instrumentos financeiros derivados 12 e 16 10.157 21.970
Outros ativos financeiros 12 7 93.482
Clientes e outras contas a receber 12 e 14 133.676 86,182
Ativos por impostos diferidos 11 65.838 65.982
    4.252.682 4.267.320
Corrente      
Inventários 15 2.985 1.779
Clientes e outras contas a receber 12 e 14 263.766 459.785
Ativos disponíveis para venda 12 e 13 - 62.530
Imposto sobre o rendimento a receber 11 e 12 5.358 10.219
Outros ativos financeiros 12 1.510 8.864
Caixa e equivalentes de caixa 12 e 17 63.652 114.258
    337.271 657.435
Total do Ativo 7 4.589.953 4.924.755

CAPITAL PRÓPRIO

     
Capital e reservas atribuíveis aos detentores de capital      
Capital social 18 534.000 534.000
Ações próprias 18 (10.728) (10.728)
Reservas 19 325.619 315.621
Resultados acumulados   196.253 183.896
Outras variações no capital próprio   30 -
Resultado líquido consolidado do período atribuível a detentores de capital   116.115 112.777
Total capital próprio   1.161.289 1.135.567

PASSIVO

     
Não corrente      
Empréstimos obtidos 12 e 20 1.891.245 2.207.514
Obrigações de benefícios de reforma e outros 21 129.217 126.617
Instrumentos financeiros derivados 12 e 16 8.426 24.581
Provisões para outros riscos e encargos 22 5.717 4.947
Fornecedores e outras contas a pagar 23 332.232 328.228
Passivos por impostos diferidos 11 88.249 92.270
    2.455.086 2.784.157
Corrente      
Empréstimos obtidos 12 e 20 650.755 396.952
Provisões para outros riscos e encargos 22 1.171 2.369
Fornecedores e outras contas a pagar 23 315.735 605.710
Instrumentos financeiros derivados 12 e 16 5.918 -
    973.579 1.005.031
Total Passivo 7 3.428.664 3.789.188
Total do capital próprio e passivo   4.589.953 4.924.755

As notas anexas fazem parte integrante da demonstração consolidada da posição financeira em 31 de dezembro de 2015.                                                                                                             

O CONTABILISTA CERTIFICADO                                                                                 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

 

 

 

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014

(Montantes expressos em milhares de Euros – mEuros)

 

 

Período findo em

 

Notas

31.12.2015

31.12.2014

Vendas 7 e 24 552 575
Prestações de serviços 7 e 24 536.544 570.275
Rendimentos de construção em ativos concessionados 7 e 25 240.002 163.186
Ganhos e perdas imputadas de associadas e empreendimentos conjuntos 10 768 421
Subsídios à exploração   - 10
Outros rendimentos operacionais 26 41.279 21.576
Total dos rendimentos operacionais   819.144 756.042
Custo das vendas   (562) (802)
Gastos de construção em ativos concessionados 25 (222.602) (142.794)
Fornecimentos e serviços externos 27 (42.636) (40.537)
Gastos com pessoal 28 (51.673) (53.049)
Depreciações e amortizações do exercício 8 (209.303) (202.628)
Reversões / (reforços) de provisões 22 302 (1.449)
Reversões / (perdas) por imparidade 13 e 14 (683) (28)
Outros gastos operacionais 29 (11.893) (11.795)
Total dos gastos operacionais   (539.049) (453.082)
Resultado operacional   280.095 302.960
Gastos de financiamento 30 (110.503) (131.735)
Rendimentos financeiros 30 6.339 9,001
Dividendos de empresas participadas 13 5.592 8.569
Resultado financeiro   (98.572) (114.165)
Resultado consolidado antes de impostos   181.523 188.795
Imposto sobre o rendimento 11 (39.963) (50.953)
Contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) 35 (25.445) (25.065)
Resultado líquido consolidado do período   116.115 112.777
Atribuível a:      
Acionistas do grupo REN   116.115 112.777
Interesses não controlados   - -
Resultado líquido consolidado do período   116.115 112.777
Resultado por ação (Básico e Diluído) Euros 31 0,22 0,21

As notas anexas fazem parte integrante da demonstração consolidada dos resultados para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015.                                                                                                             

O CONTABILISTA CERTIFICADO                                                                                 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

 

 

 

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RENDIMENTO INTEGRAL PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014

(Montantes expressos em milhares de Euros – mEuros)

 

 

Período findo em

 

Notas

31.12.2015

31.12.2014

Resultado líquido consolidado do período   116.115 112.777
Outros ganhos e perdas reconhecidos nos capitais próprios:      
Itens que não serão reclassificados para resultados:      
Ganhos / (perdas) atuariais 21 (6.278) (2.652)
Efeito fiscal dos ganhos / (perdas) atuariais 11 1.821 (1.658)
Outras variações de capital próprio   30 -
Itens que poderão ser reclassificados para resultados:      
Reserva de cobertura (cobertura de fluxos de caixa) 16 13.302 (1.282)
Efeito fiscal da reserva de cobertura 11 e 16 (2.793) (198)
Reserva de justo valor (ativos financeiros disponíveis para venda) 13 11.559 49.987
Efeito fiscal da reserva de justo valor 11 e 13 (1.266) (10.560)
Alteração da taxa de imposto sobre itens reconhecidos diretamente no capital próprio   - 237
Ajustamentos de reclassificação      
Reserva de justo valor (ativos financeiros disponíveis para venda) 13 (20.083) -
Efeito fiscal da reserva de justo valor 11 e 13 3.966 -
Total do rendimento consolidado integral do período   116.372 146.652
Atribuível a:      
Acionistas   116.372 146.652
Interesses não controlados   - -
    116.372 146.652

As notas anexas fazem parte integrante da demonstração consolidada do rendimento integral para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015.                                                                                                             

O CONTABILISTA CERTIFICADO                                                                                 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

 

 

 

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014

(Montantes expressos em milhares de Euros – mEuros)

Atribuível aos acionistas

   

Movimentos do exercício

Notas

Capital social

Ações próprias

Reserva legal

Reserva justo valor (Nota 13)

Reserva cobertura (Nota 16)

Outras reservas

Outras variações

Resultados acumulados

Resultado período

Interesses não controlados

Total

A 1 de janeiro de 2014   534.000 (10.728) 91.492 20.886 (17.989) 177.245 - 163.356 121.303 - 1.079.566
Total do rendimento integral
do período
  - - - 39.427 (1.480) 237 - (4.310) 112.777 - 146.652
Aplicação de resultados   - - 5.804 - - - - 115.500 (121.303) - -
Distribuição de dividendos 32 - - - - - - - (90.650) - - (90.650)
A 31 de dezembro de 2014   534.000 (10.728) 97.295 60.313 (19.468) 177.482 - 183.896 112.777 - 1.135.567
A 1 de janeiro de 2015   534.000 (10.728) 97.295 60.313 (19.468) 177.482 - 183.896 112.777 - 1.135.567
Total do rendimento integral
do período
  - - - (5.824) 10.509 - 30 (4.457) 116.115 - 116.372
Aplicação de resultados   - - 5.313 - - - - 107.464 (112.777) - -
Distribuição de dividendos 32 - - - - - - - (90.650) - - (90.650)
A 31 de dezembro de 2015   534.000 (10.728) 102.608 54.489 (8.960) 177.482 30 196.253 116.115 - 1.161.288

As notas anexas fazem parte integrante da demonstração consolidada das alterações no capital próprio para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015.                                                                                                             

O CONTABILISTA CERTIFICADO                                                                                 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

 

 

 

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014

(Montantes expressos em milhares de Euros – mEuros)

 

 

Período findo em

 
 

Notas

31.12.2015

 

31.12.2014

 

Fluxos de caixa das atividades operacionais:

         
Recebimentos de clientes   1.951.951 a) 2.459.521 a)
Pagamentos a fornecedores   (1.514.879) a) (1.841.765) a)
Pagamentos ao pessoal   (62.508)   (62.993)  
Recebimento / (pagamento) do imposto sobre o rendimento   (39.229)   (98.159)  
Outros recebimentos / (pagamentos) relativos à atividade operacional   (95.865)   (87.190)  
Fluxos de caixa líquidos das atividades operacionais (1)   239.469   369.413  

Fluxos de caixa das atividades de investimento:

         
Recebimentos provenientes de:          
   Ativos disponíveis para venda 13 63.278   -  
   Ativos fixos tangíveis   3   -  
   Outros ativos financeiros 12 100.857   22.728  
   Subsídios ao investimento   10.380   1.154  
   Juros e rendimentos similares   174   7.510  
   Dividendos 13 5.513   8.422  
Pagamentos respeitantes a:          
   Ativos disponiveis para venda 13 (208)   (100)  
   Ativos fixos tangíveis   (2)   (8)  
   Outros ativos intangíveis - ativos de concessão   (225.414)   (127.510)  
Fluxos de caixa líquidos das atividades de investimento (2)   (45.419)   (87.806)  

Fluxos de caixa das atividades de financiamento:

         
Recebimentos provenientes de:          
   Empréstimos obtidos   3.043.500   4.580.500  
   Instrumentos financeiros derivados   15.007   -  
   Juros e rendimentos similares   -   73  
Pagamentos respeitantes a:          
   Empréstimos obtidos   (3.110.844)   (4.700.564)  
   Juros e gastos similares   (100,122)   (125.493)  
   Dividendos 32 (90.650)   (90.650)  
Fluxos de caixa líquidos das atividades de financiamento (3)   (243.110)   (336.134)  
Aumento líquido / (diminuição) de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3)   (49.060)   (54.527)  
Caixa e equivalentes de caixa no início do período 17 112.599   167.126  
Caixa e equivalentes de caixa no final do período 17 63.539   112.599  

Detalhe da caixa e equivalentes de caixa

         
Descobertos bancários 17 (113)   (1.659)  
Depósitos bancários 17 63.652   114.258  
    63.539   112.599  

a) Estes montantes incluem os pagamentos e recebimentos relativos a atividades na qual a Empresa atua como agente, e cujos rendimentos e gastos são anulados na demonstração consolidada dos resultados.

As notas anexas fazem parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015.                                                                                                             

O CONTABILISTA CERTIFICADO                                                                                 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO



 

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7.1. ›

INFORMAÇÃO SOBRE ESTRUTURA ACIONISTA, ORGANIZAÇÃO E GOVERNO DA SOCIEDADE ENVOLVENTE ECONÓMICA

ENERGIA PARA INVESTIR EM NOVOS MERCADOS

Mantendo Portugal como prioridade, a REN prossegue a sua estratégia de investimento internacional, procurando oportunidades de negócios e parcerias estratégicas em mercados estrangeiros, numa perspetiva de crescimento gradual e sustentado.

PARTE I

7.1.1 › A ESTRUTURA ACIONISTA

I. ESTRUTURA DE CAPITAL

I.1. Estrutura de capital (capital social, número de ações, distribuição do capital pelos acionistas, etc.), incluindo indicação das ações não admitidas à negociação, diferentes categorias de ações, direitos e deveres inerentes às mesmas e percentagem de capital que cada categoria representa (art. 245.º-A, n.º 1, al. a))

O capital social da REN – Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A. (REN ou sociedade), no valor de 534.000.000 euros, encontra-se integralmente realizado, sendo representado por 534.000.000 ações ordinárias, com o valor nominal de 1 euro, sob a forma de representação escritural, na modalidade nominativa.

As ações da REN são ações ordinárias, pelo que não conferem direitos especiais aos seus titulares, para além dos direitos gerais inerentes à qualidade de acionista, nos termos da lei.

A 31 de dezembro de 2015, estava admitida à negociação na Euronext Lisbon (Eurolist by Euronext) a totalidade das ações da REN, correspondentes ao código PTREL0AM0008, com exceção de 213.600.000 ações na titularidade da State Grid Europe Limited e da Mazoon B.V., correspondentes ao código PTRELZAM0007 (vide I.2).

 

ESTRUTURA ACIONISTA A 31 DE DEZEMBRO DE 2015


I.2. Restrições à transmissibilidade das ações, tais como cláusulas de consentimento para a alienação, ou limitações à titularidade de ações (art. 245.º-A, n.º 1, al. b))

Não existem limitações, nem foram pela REN tomadas medidas que prejudiquem a transmissibilidade das ações representativas do capital social da REN, as quais são livremente transacionáveis em mercado regulamentado, sem prejuízo do descrito neste secção.

No âmbito da segunda fase de reprivatização da REN foram estabelecidas limitações legais (lock up) aplicáveis à State Grid International Development Limited (133.500.000 ações adquiridas pela empresa-veículo State Grid Europe Limited – SGEL) e à Oman Oil Company (80.100.000 ações adquiridas pela empresa-veículo Mazoon B.V.), acionistas que adquiriram a sua participação no âmbito do processo de venda direta de referência concluído em 2012. Nos termos do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 106-B/2011, de 3 de novembro, e das Resoluções do Conselho de Ministros n.º 10/2012, de 19 de janeiro, e n.º 13/2012, de 8 de fevereiro, as ações adquiridas pela SGEL e pela Mazoon B.V. foram sujeitas a períodos de indisponibilidade. De acordo com os referidos diplomas e com os instrumentos jurídicos celebrados relativos às ações, os períodos de indisponibilidade encontram-se vigentes até às 00h00 do dia 25 de maio de 2016 (no caso da State Grid International Development Limited e da SGEL) e até às 23h59 do dia 24 de maio de 2016 (no caso da Oman Oil Company e da Mazoon B.V.), sendo que a indisponibilidade das ações em causa abarca quaisquer situações relativas à sua transmissão ou oneração (ainda que com eficácia futura, nomeadamente contratos-promessa e contratos de opção), parcial ou total, de forma direta ou indireta, bem como no caso de celebração de negócios jurídicos relativos às ações e que tenham por objeto a obrigação de exercício dos respetivos direitos de voto num certo sentido ou por interposta pessoa, com certas exceções definidas nos instrumentos jurídicos celebrados com as adquirentes.

No que respeita a limitações à titularidade de ações, nos termos legais, nenhuma entidade, incluindo entidades que exerçam atividade no respetivo setor em Portugal ou no estrangeiro, pode ser titular, direta ou indiretamente, de uma participação superior a 25% do capital social da REN1.

Estas limitações à titularidade de ações da REN foram introduzidas na sequência da transposição de diretivas comunitárias aplicáveis aos setores da eletricidade e do gás natural em matéria de separação jurídica e de propriedade entre o operador de transporte daqueles bens e os operadores que realizem as demais atividades em cada um dos setores, destinadas a promover a concorrência no mercado e a igualdade de acesso dos operadores às infraestruturas de transporte.

Neste âmbito, acresce que a ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (“ERSE”) emitiu, no dia 9 de setembro de 20142, decisão relativa à certificação da REN – Rede Eléctrica Nacional, S.A. e da REN – Gasodutos, S.A. (ambas detidas integralmente pela REN) como operadores da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade e da Rede Nacional de Transporte de Gás Natural («Decisão da ERSE»), respetivamente, em regime de separação completa jurídica e patrimonial (full ownership unbundling).

Nos termos da Decisão da ERSE, a certificação encontrava-se dependente do cumprimento de um conjunto de condições destinadas a garantir a independência daqueles operadores, incluindo, inter alia, (i) restrições ao exercício de direitos sociais relacionados com a assembleia geral da REN; (ii) restrições ao exercício de cargo no Conselho de Administração ou na Comissão de Auditoria da REN e dos operadores das redes de transporte; e (iii) a alteração dos Estatutos da REN, no sentido de dar cumprimento às restrições previstas em (i) e (ii).

  • As alterações aos Estatutos da REN com vista ao cumprimento da Decisão da ERSE foram aprovadas na reunião da Assembleia Geral anual de acionistas da REN que teve lugar no dia 17 de abril de 2015, tendo sido incluídas, relativamente ao exercício dos seus direitos sociais na Assembleia Geral da REN, as seguintes alterações: os acionistas que, direta ou indiretamente, exercerem controlo sobre uma empresa que exerça uma das atividades de entre a produção ou a comercialização de eletricidade ou gás natural estão inibidos de exercer direitos sociais na assembleia geral relativamente a quaisquer ações da Sociedade, salvo se a ERSE tiver reconhecido a não existência de risco de conflitos de interesses;
  • as pessoas que exerçam controlo ou direitos sobre empresas que exerçam qualquer das atividades de produção ou comercialização de eletricidade ou de gás natural não podem designar membros do conselho de administração ou o ROC, ou membros de órgãos que legalmente a representam, só por si ou por outros com quem esteja ligado por acordos parassociais, (i) salvo reconhecimento pela ERSE da não existência de risco de conflitos de interesses, devido ao facto, nomeadamente, de a respetiva actividade de produção ou de comercialização de electricidade e ou gás natural desse accionista ser exercida em localizações geográficas que não têm ligação ou interface, directa ou indirectamente com as redes portuguesas e (ii) desde que não se tenham verificado alterações quanto aos fundamentos ou circunstâncias objectivas que levaram a ERSE a reconhecer não existir risco de conflito de interesses com os operadores de rede de transporte portugueses.

Assim, as limitações à transmissibilidade e à titularidade de ações (assim como ao exercício dos seus direitos sociais) decorrem exclusivamente de imposições legais, ou regulamentares ou do cumprimento de decisões administrativas, que o Código de Governo das Sociedades da CMVM não pode ter a intenção de derrogar. Nesta sequência, a não adoção da recomendação I.4. do Código de Governo das Sociedades da CMVM encontra-se plenamente justificada.

No que respeita a limitações ao exercício de direitos de voto, vide ainda I.5 infra, acerca das limitações estatutárias também decorrentes do regime legal aplicável aos setores da eletricidade e do gás.


I.3. Número de ações próprias, percentagem de capital social correspondente e percentagem de direitos de voto a que corresponderiam as ações próprias (art. 245.º-A, n.º 1, al. a))

A REN possui 3.881.374 ações próprias, com o valor nominal de 10.728.000,00 euros, representativas de 0,73% do seu capital social. Estas ações corresponderiam a 0,73% dos direitos de voto.


I.4. Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem como os efeitos respetivos, salvo se, pela sua natureza, a divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a sociedade, exceto se a sociedade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros imperativos legais (art. 245.º-A, n.º 1, al. j))

A REN e as suas subsidiárias são parte em alguns contratos de financiamento e emissões de dívida que incluem cláusulas de alteração de controlo típicas neste tipo de transações (abrangendo, ainda que de forma não expressa, alterações de controlo em resultado de ofertas públicas de aquisição) e essenciais para a concretização de tais transações no respetivo contexto de mercado.

Em qualquer caso, a aplicação prática destas cláusulas é limitada, considerando as restrições legais à titularidade de ações da REN referidas em I.2.

Não existem outros acordos significativos de que a REN seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem, em caso de transição de controlo da sociedade ou na sequência de uma oferta pública de aquisição.

Em suma, a REN não adotou quaisquer medidas destinadas a exigir pagamentos ou a assunção de encargos pela sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do Conselho de Administração e que se afigurem suscetíveis de prejudicar a livre transmissibilidade das ações e a livre apreciação pelos acionistas do desempenho dos titulares do Conselho de Administração, sendo cumprida a recomendação I.5 do Código de Governo das Sociedades da CMVM.


I.5. Regime a que se encontre sujeita a renovação ou revogação de medidas defensivas, em particular aquelas que prevejam a limitação do número de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um único acionista de forma individual ou em concertação com outros acionistas

As únicas disposições constantes do Contrato de Sociedade da REN que prevêem a limitação de votos suscetíveis de detenção ou de exercício por um único acionista ou por certos acionistas (e.g. que exerçam controlo sobre uma empresa que exerça atividades de produção ou comercialização de eletricidade ou gás natural), de forma individual ou em concertação com outros acionistas são as descritas em I.2 supra.

Não obstante, tais disposições decorrem de imposições legais e da decisão da ERSE, não visando limitar o exercício do direito de voto, mas antes assegurar a existência de um regime sancionador da violação do limite legal de titularidade de ações e a restrição legal a direitos de voto, respetivamente, pelo que a não adoção da recomendação I.3. do Código de Governo das Sociedades da CMVM se encontra plenamente justificada.Nesta sequência, não se encontra previsto no Contrato de Sociedade qualquer mecanismo de renovação ou revogação destas normas estatutárias, por a existência das mesmas se deverem ao cumprimento de imposições legais e administrativas, pelo que a não adoção da recomendação I.4. do Código de Governo das Sociedades da CMVM se encontra plenamente justificada.

Não existem quaisquer outras medidas defensivas.

I.6. Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto (art. 245.º-A, n.º 1, al. g))

O Conselho de Administração não tem conhecimento da existência de acordos parassociais relativos à REN que possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de exercício de direitos de voto.

 

II. PARTICIPAÇÕES SOCIAIS E OBRIGAÇÕES DETIDAS

II.7. Identificação das pessoas singulares ou coletivas que, direta ou indiretamente, são titulares de participações qualificadas (art. 245.º-A, n.º 1, als. c) e d) e art. 16.º), com indicação detalhada da percentagem de capital e de votos imputável e da fonte e causas de imputação

Considerando as comunicações efetuadas à sociedade, nos termos do disposto no artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC), no artigo 16.º do Código VM e no artigo 14.º do Regulamento da CMVM n.º 5/2008, por referência a 31 de dezembro de 2015, os acionistas que detinham participações qualificadas representativas de, pelo menos, 2% do capital social da REN, calculadas de acordo com o disposto no artigo 20.º do Código VM, eram os seguintes:

State Grid Corporation  of China

N.º de ações

% Capital social com direito de voto

Diretamente

0

0%

Através da State Grid Europe Limited (SGEL), dominada pela State Grid International Development Limited (SGID), a qual é dominada pela State Grid Corporation of China

133.500.000

25,0%

Total imputável

133.500.000

25,0%

Oman Oil Company SAOC

N.º de ações

% Capital social com direito de voto

Diretamente

0

0%

Através da Mazoon B.V.,
a qual é dominada pela Oman
Oil Company SAOC

80.100.000

15,0%

Total imputável

80.100.000

15,0%

Gestmin, SGPS, S.A. (Gestmin)3

N.º de ações

% Capital social com direito de voto

Diretamente

31.760.000

5,95%

Através de Manuel Carlos de Melo Champalimaud, enquanto acionista maioritário da Gestmin e presidente do Conselho de Administração

280.000

0,05%

Total imputável

32.040.000

6,00%

EDP – Energias de Portugal, S.A. (EDP)

N.º de ações

% Capital social com direito de voto

Diretamente

18.690.000

3,5%

Através da EDP Pension Fund,
a qual é dominada pela EDP

8.017.335

1,5%

Total imputável

26.707.335

5,0%

Red Eléctrica Corporación, S.A.

N.º de ações

% Capital social com direito de voto

Diretamente

26.700.000

5,0%

Total imputável

26.700.000

5,0%

Fidelidade Companhia de Seguros, S.A.4

N.º de ações

% Capital social 
com direito de voto

Diretamente

28.115.216

5,265%

Através da Via Directa
– Companhia de Seguros, S.A., a qual é dominada pela Fidelidade

95.816

0,018%

Através da Companhia Portuguesa de Resseguros, S.A., a qual é dominada pela Fidelidade

30.000

0,006%

Através da Fidelidade Assistência – Companhia de Seguros, S.A., a qual é dominada pelo acionista comum Longrun5

78.907.00

0,015%

Através da Multicare – Seguros
de Saúde, S.A., a qual é dominada pelo acionista comum Longrun6

50.726.00

0,009%

Total imputável

28.370.665

5,313%

 

II.8. Indicação sobre o número de ações e obrigações detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização

Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 447.º do CSC, em particular o respetivo n.º 5, o número de ações detidas pelos membros dos órgãos de administração e de fiscalização da REN e pelas pessoas com estes relacionadas, nos termos do n.º 2 do referido artigo7, bem como todas as suas aquisições, onerações ou cessações de titularidade, por referência ao exercício de 2015, são como se segue:

Comissão de Auditoria

Aquisições (em 2015)

Onerações (em 2015)

Alienações (em 2015)

N.º ações a 31.12.2015

Manuel Ramos de Sousa Sebastião8

4.000

-

-

5.000

Gonçalo Gil Mata9

-

-

-

0 (zero)

Maria Estela Barbot10

-

-

-

0 (zero)

José Luís Alvim11

-

-

-

0 (zero)

José Frederico Jordão12

-

-

-

0 (zero)

Aníbal Santos
- indicado pela Parpública - Participações Públicas (SGPS), S.A.13

-

-

-

10.250

 

Conselho de Administração

Aquisições (em 2015)

Onerações (em 2015)

Alienações (em 2015)

N.º ações
 a 31.12.2015

Emílio Rui Vilar14

-

-

-

10.390

Gonçalo Morais Soares15

-

-

-

0 (zero)

João Faria Conceição16

-

-

-

500

Guangchao Zhu 
- em representação 
da SGID

-

-

-

133.500.00017

Mengrong Cheng18

-

-

-

0 (zero)

Longhua Jiang19

-

-

-

0 (zero)

Hilal Al-Kharusi20

-

-

-

0 (zero)

Rodrigo Costa21

-

-

-

0 (zero)

Manuel Champalimaud22

713.049

-

-

32.040.000

José Folgado Blanco 
- indicado pela Red Eléctrica Corporación, S.A.23

-

-

-

26.700.000

José Luís Arnaut24

7.107

-

-

7.587

Francisco João Oliveira25

-

-

26.700.000

0 (zero)

Omar Al Wahaibi26

 

-

-

-

0 (zero)

Jorge Manuel Magalhães Correia27

 

28.370.66528

 

-

-

28.370.665

 

Em 31 de dezembro de 2015, os membros dos órgãos de administração e de fiscalização da REN e as pessoas com estes relacionadas nos termos do n.º 2 do artigo 447.º do CSC não detinham quaisquer outras obrigações emitidas pela REN nem ações ou obrigações emitidas por sociedades com esta em relação de domínio ou de grupo, nem realizaram durante o ano de 2015 quaisquer outras transações relativamente àqueles valores mobiliários, em ambos os casos nos termos e para os efeitos do disposto no mencionado artigo 447.º


II.9 Poderes especiais do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capital (art. 245.º-A, n.º 1, al. i), com indicação, quanto a estas, da data em que lhe foram atribuídos, prazo até ao qual aquela competência pode ser exercida, limite quantitativo máximo do aumento do capital social, montante já emitido ao abrigo da atribuição de poderes e modo de concretização dos poderes atribuídos

O Conselho de Administração tem as competências e poderes que lhe são conferidos pelo CSC e pelo Contrato de Sociedade29 (vide resumo destas competências e poderes em II.21), pelo que o órgão de administração não dispõe de poderes especiais.

Em particular no que respeita a deliberações de aumento de capital, salienta-se que o Contrato de Sociedade da REN não autoriza o Conselho de Administração a aumentar o capital social da sociedade.


II.10. Informação sobre a existência de relações significativas de natureza comercial entre os titulares de participações qualificadas e a sociedade

Nos termos do regulamento interno sobre apreciação e controlo de transações com partes relacionadas30 e prevenção de situações de conflito de interesses31, são consideradas transações significativas com partes relacionadas aquelas que:

a) consubstanciem uma compra e/ou venda de bens, uma prestação de serviços ou uma empreitada com um valor económico superior a 1 milhão de euros;

b) consubstanciem uma aquisição ou alienação de participações sociais;

c) impliquem novos empréstimos, financiamentos e subscrição de investimentos financeiros que representem um valor agregado anual de endividamento superior a 100 milhões de euros, salvo quando se trate da mera renovação de situações já existentes ou de operações desenvolvidas no quadro de condições contratuais pré-existentes;

d) não se encontrando verificado nenhum dos critérios de materialidade previstos nas alíneas anteriores, (i) tenham um valor económico superior a 1 milhão de euros ou (ii) sejam consideradas relevantes para este efeito pelo órgão de administração, em virtude da sua natureza ou da sua especial suscetibilidade de configurar uma situação de conflito de interesses.

 

O Conselho de Administração encontra-se vinculado a submeter à apreciação prévia da Comissão de Auditoria as transações significativas com partes relacionadas32. Com efeito, as transações consideradas significativas estão sujeitas a parecer prévio da Comissão de Auditoria, enquanto as restantes estão sujeitas apenas a apreciação subsequente.

Por outro lado, nos termos do regulamento interno do Conselho de Administração, as transações com partes relacionadas cujo montante exceda 500 mil euros ou, independentemente do montante, qualquer transação que possa ser considerada como não sendo executada com base em condições de mercado são matéria não delegável na Comissão Executiva.

Atendendo aos critérios supramencionados – previstos no regulamento do Conselho de Administração e no regulamento interno sobre apreciação e controlo de transações com partes relacionadas e prevenção de situações de conflito de interesse –, durante o ano de 2015 verificaram-se duas transações comerciais significativas com partes relacionadas, as quais foram sujeitas a controlo prévio pela Comissão de Auditoria, conforme melhor descrito infra em I.90.

1 Cfr. alínea i) do n.º 2 do artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 29/2006, de 15 de fevereiro (na sua redação atual), bem como alínea b) do n.º 3 do artigo 20.º-A e alínea h) do n.º 3 do artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 30/2006, de 15 de fevereiro (na sua redação atual).
2 A ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos notificou a REN no dia 4 de agosto de 2015 relativamente à decisão de verificar cumpridas as condições de certificação que havia determinado a 9 de setembro de 2014, tornando-se efetiva a decisão de certificação.
3 Os direitos de voto inerentes às ações da REN detidas pela Gestmin são igualmente imputáveis a Manuel Carlos de Melo Champalimaud, detentor do controlo da Gestmin.
4 A Fidelidade – Companhia de Seguros, SA é detida em 84,9861% do seu capital social e dos seus direitos de voto pela Longrun Portugal, SGPS, SA (Longrun), a qual é por sua vez integralmente detida pela Millennium Gain Limited, que é detida a 100% pela Fosun Financial Holdings Limited, sociedades às quais são imputáveis as mencionadas participações. Em 11 de fevereiro de 2015, a Fidelidade informou a REN ter sido atingida uma participação de 5,008% no capital e direitos de voto da REN, nos termos melhor descritos em: http://web3.cmvm.pt/ sdi2004/emitentes/emit_part.cfm?num_ ent=%24%21%24%3FT%23%40%20%20%0A
5 A Longrun detém, igualmente, 80% do capital social da Fidelidade Assistência – Companhia de Seguros, S.A.
6 A Longrun detém, igualmente, 80% do capital social da Multicare – Seguros de Saúde, S.A.
7 Compreende as ações dos membros do órgão de administração ou fiscalização da REN, assim como, se aplicável, (i) do cônjuge não separado judicialmente, seja qual for o regime matrimonial de bens; (ii) dos descendentes de menor idade; (iii) das pessoas em cujo nome as ações se encontrem, tendo sido adquiridas por conta do membro do órgão de administração ou fiscalização ou das pessoas referidas em (i) e (ii); e (iv) as pertencentes a sociedade de que o membro do órgão de administração ou fiscalização e as pessoas referidas em (i) e (ii) sejam sócios de responsabilidade ilimitada, exerçam a gerência ou cargos de administração ou fiscalização ou possuam, isoladamente ou em conjunto com pessoas referidas em (i) a (iii), pelo menos metade do capital social ou dos votos correspondentes a este.
8, 9, 10 Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017.
11, 12 Cessou funções em 17 de abril de 2015, pelo que a informação disponível é por referência a essa data.
13 Compreende as seguintes ações: (i) 10 000 ações detidas diretamente e (ii) 250 ações detidas pelo cônjuge. Cessou funções em 17 de abril de 2015, pelo que a informação disponível é por referência a essa data.
14 Cessou funções em 17 de abril de 2015, pelo que a informação disponível é por referência a essa data.
15, 16 Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017.
17 Guangchao Zhu é presidente, CEO e membro do Conselho de Administração da SGID e Administrador da SGEL, que detêm uma participação qualificada correspondente a 133 500 000 ações da REN. Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017.
18, 19 Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017.
20 Cessou funções em 17 de abril de 2015, pelo que a informação disponível é por referência a essa data.
21 Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017.
22 Compreende 32 040 000 ações, 280 000 ações detidas diretamente e as restantes detidas pela acionista Gestmin, as quais, em virtude do exercício da função de presidente do órgão de administração dessa sociedade e da detenção da maioria do respetivo capital social, lhe são imputáveis. Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017.
23 Corresponde às ações detidas pela Red Eléctrica Corporación, S.A., as quais lhe são imputáveis para efeitos do artigo 447.º do CSC, em virtude do exercício do cargo de presidente do órgão de administração dessa sociedade. Cessou funções em 17 de abril de 2015, pelo que a informação disponível é por referência a essa data.
24 Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017. Compreende 480 acões detidas directamente e as restantes detidas pela sociedade Platinumdetails – Consultoria e Investimentos, Lda, na qual detém 68% do capital social.
25 Corresponde às ações detidas pela Oliren, SGPS, S.A., as quais lhe são imputáveis para efeitos do artigo 447.º do CSC, em virtude do exercício do cargo de membro do órgão de administração dessa sociedade. A sociedade Oliren – SGPS, S.A., acionista com participação qualificada e entidade relacionada com Francisco João Soares de Oliveira, Vogal do Conselho de Administração da REN, para efeitos do artigo 2.º do Regulamento 5/2008 da CMVM, comunicou que em virtude da alienação resultante do lançamento de uma oferta particular de ações, através de um processo de accelerated bookbuilding, de um total de 26 700 000 ações ordinárias da REN, representativas de cerca de 5% do capital social da REN, concluído em 6 de novembro de 2015, a participação imputável diretamente à Oliren na REN foi reduzida, para uma percentagem inferior a 5% do capital social e dos direitos de voto da REN e que no dia 6 de novembro de 2015, após a conclusão da alienação mediante o processo de accelerated bookbuilding acima referido, a Oliren deixou de deter qualquer ação da REN. Francisco João Soares de Oliveira comunicou a sua renúncia ao cargo de administrador da REN em 25 de novembro de 2015, a qual produziu efeitos em 31 de dezembro de 2015.
26, 27 Eleito na reunião de assembleia geral realizada em 17 de abril de 2015, para o mandato correspondente ao triénio 2015-2017.
28 Correspondente às ações imputáveis à Fidelidade Companhia de Seguros, S.A., as quais lhe são lhe são imputáveis para efeitos do artigo 447.º do CSC, em virtude do exercício do cargo de membro do conselho de administração dessa sociedade.
29 Cfr. artigo 15.º do Contrato de Sociedade e ainda artigo 3.º do regulamento do Conselho de Administração.
30 A definição de parte relacionada nos termos deste regulamento inclui os titulares de participações qualificadas nos termos do artigo 20.º do Código VM.
31 Cfr. secção II, parágrafo I., p. 3.
32 Cfr. secção III, p. 3 e secção VI, p.5.